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9.5.13

Coralie Bickford-Smith

Via The Casual Optimist, descobri uma entrevista a Coralie Bickford-Smith (Lembram-se? De que falei neste post?), designer que faz coisas maravilhosas para a Penguin.

Vale a pena ver a cara por detrás das capas e perceber como a paixão, o talento e a humildade dão sempre bom resultado.


Muito refrescante, longe de feiras do livro anómalas, mesquinhezes de aldeia e incompetências gerais, não é?

25.4.13

In the eye of the beholder


Leio sempre Debaixo de Alguém.

Perguntei a outra pessoa o que lia, para ver se lhe acontecia o mesmo. Resposta? Debaixo de Algum Cu.


Também vejo alguma coisa de Murakami.

()

Se virem outras coisas estranhas avisem, que assim vamos todos juntos ao psicanalista e sai mais barato.

9.4.13

Os e-books e a paginação

Eis o meu artigo de ontem no eBook Portugal



Num artigo anterior, expus algumas apreensões relativas ao rosto dos e-books. Agora falarei das minhas preocupações quanto ao corpo.

Todos os livros em papel são paginados. Há sempre alguém que espalha o texto pela página e lhe dá forma. Antigamente eram os compositores, nas gráficas, hoje em dia são os paginadores, ajudados por programas informáticos. As escolhas subtis que os editores e estes profissionais fazem influenciam o modo como reagimos ao livro: o tipo de letra, o espaçamento entre linhas, a largura da mancha de texto e outros factores afectam as sensações que temos ao ler, ainda que inconscientemente. O simples facto de habitualmente termos duas páginas lado a lado e de lermos da esquerda para a direita condiciona-nos muito.

A paginação nasceu com a imprensa, tem a sua tradição, as suas regras, as suas limitações e as suas fugas possíveis à norma. Um bom paginador pode entrar para a história, como Olímpio Ferreira, e deixar a sua marca pela originalidade ou perfeição. Era assim com a tipografia, assim se manteve quando a paginação passou a ser feita no ecrã, mas, no que toca aos livros digitais… não sabemos como vai ser.

Em e-books de texto corrido, a paginação deixa de existir no sentido habitual do termo, pois passamos a ter páginas dinâmicas sem grande formatação. Nos e-books ilustrados vemos que os autores e editores, em grande parte, se têm afastado do conceito tradicional de livro para tirar partido das novas potencialidades interactivas, optando por «livros animados» ou enhanced e-books (veja-se o caso de Mr. Lessmore ou do iPoe). Assim, que espaço há para a arte de bem dispor palavras na página? Graças como as que vemos neste livro da Orfeu Negro (na imagem acima), ou neste da Assírio & Alvim, serão possíveis num livro electrónico? No futuro, como serão por dentro os livros 2.0? Se um livro tem uma paginação ajustável, que se adapta às características de cada aparelho leitor o mesmo livro pode ser lido na grande tela de um iPad, na tela média de um Kindle ou na de um telemobilis vulgaris , qual o papel do paginador?

Além da questão do tamanho do ecrã, depois ainda há as preferências do utilizador quer ler o texto em que cor, em que tamanho, em que tipo de letra? As decisões unilaterais e definitivas que dantes pertenciam à editora agora cabem ao leitor. Isso é simultaneamente bom e mau: bom porque o leitor pode melhorar a sua experiência de leitura, adaptando-a aos seus caprichos e necessidades (não é óptimo que um míope, por exemplo, possa regular o tamanho da letra?); mau porque o editor e a sua equipa deixam de poder embutir no texto algumas características próprias. Ao tornar o seu produto mais universal, a editora também o torna menos especial.

Mas os e-books ainda têm de ser paginados, não é? Alguém tem de formatar minimamente o ficheiro. Ler puro texto corrido, sem hifenizações na quebra de linha, sem hierarquias de títulos e outras pequenas grandessíssimas coisas seria desagradável, tal como seria muito aborrecido lermos volumes inteiros num formato estático, estilo PDF estaríamos a cansar-nos desnecessariamente e a subaproveitar a tecnologia.

Depois há problemas que a paginação digital (fluida) levanta, tal como a falta de números de página, que pode tornar muito difícil seguir um texto em conjunto numa aula ou citar passagens em bibliografias. (As ferramentas de busca, que permitem pesquisar por determinadas palavras e chegar à passagem, são apenas uma solução improvisada.) Tudo isso acabará por ser resolvido mais tarde ou mais cedo, suponho.

Como é que actualmente se faz a paginação de um e-book? No caso dos textos corridos, não é muito difícil paginar; tira-se partido daquilo que já se usa em html: títulos, estilos, etc. No caso de «livros animados», não é bem paginação, será quase design gráfico puro/montar um filme/desenhar um jogo de computador.

Parece-me que, entre uma coisa e outra livros de texto simples e livros de conteúdo complexo   há espaço para nascerem layouts inventivos que funcionem bem em e-book e que permitam à editora moldar mais e melhor texto e imagens. Veremos layouts que se inserem num modelo «scroll down infinito», num de «páginas sequenciais» (como no livro físico), em ambos os modelos ou surgirá algo completamente diferente? Está tudo em aberto.

Até ao momento, pelo menos, a grande maioria dos livros electrónicos que tenho lido são bastante rudimentares em termos de paginação e em nenhum deles a disposição gráfica do texto é especialmente agradável e eficaz.* Lêem-se, apenas.

Tenho muita curiosidade em relação ao que aí vem. Se tiverem pistas ou ideias, deixem-nas na caixa de comentários.


*Se usar um conversor de ficheiros como o Calibre, então, a paginação dos novos ficheiros fica desastrosa, cheia de formatações perdidas. É o que acontece comigo, pelo menos (não excluo a hipótese de ser eu a parte inábil).



PS: Depois de ter escrito o artigo e pensado mais no assunto, apercebi-me de que uma das minhas perguntas é um tanto disparatada: «Graças como as que vemos neste livro da Orfeu Negro (na imagem acima), ou neste da Assírio & Alvim, serão possíveis num livro electrónico?» É claro que serão. Dará trabalho, mas sem dúvida que se consegue fazê-lo. Simplesmente, os paginadores do futuro, além da sensibilidade estética e dos conhecimentos técnicos, terão também de ser bons a programar.

4.12.12

O mal-estar na Civilização II

Depois deste meu post,  passei por uma grande superfície comercial e fui espreitar os livros. Eis a ficha técnica:


Tanto quanto sei, os departamentos editoriais das editoras não desenham capas...

Os livros, em si, são objectos agradáveis. Pena é cheirarem a esturro.

29.11.12

O mal-estar na Civilização

A Civilização acaba de lançar uma nova colecção. Eis o que está no Facebook:


«A  Civilização reedita uma coleção de clássicos intemporais que enriquecerão a biblioteca de qualquer pessoa. Clássicos de sempre, da literatura portuguesa e mundial, com capas modernas e atrativas:

- A Queda Dum Anjo | Camilo Castelo Branco
- Jane Eyre | Charlotte Bronte
- O Monte dos Vendavais| Emily Bronte
- A Túlipa Negra | Alexandre Dumas
- Orgulho e Preconceito | Jane Austen
- O Primo Basílio | Eça de Queirós
- Nossa Senhora de Paris | Vítor Hugo
- Madame Bovary | Gustave Flaubert

Os títulos têm um preço muito apelativo, fazendo destes livros uma prenda perfeita para este natal!
Procure-os numa livraria ou hipermercado.»


De imediato, reconheço o grafismo. Tem mais do que meras semelhanças com as capas de outra editora:





Estas, as bonitas, foram feitas por Coralie Bickford-Smith para a Penguin Classics. As outras, da colecção Clássicos, não imagino. Terei de consultar um exemplar.

Vês-se bem que não são da mesma autora. Dúvidas houvesse, bastaria comparar as capas dos relógios, a d' O Primo Basílio e a de Oliver Twist. Quem faz uma não faz a outra, e vice-versa.

Além de o design ser uma cópia descarada, o caso assume contornos mais estranhos: a Civilização é detida pela Dorling Kindersley, que, por sua vez, pertence à Penguin almighty.

O que se terá passado aqui, afinal?

4.10.12

Bancos de imagens

Na edição, os bancos de imagens podem ser usados para o bem, para o assim-assim, mas também para o mal:


Me-do.

Mais aqui.

2.10.12

Exactitudes

A fazer lembrar capas de livros:


Mais aqui.




16.4.12

«LAYOUT - Design Editorial, Boas Práticas de Composição e Regras Tipográficas»

O sempre recomendável site tipografos.net está a comercializar um e-book sobre design editorial, da autoria de Paulo Heitlinger. 
Podem consultar os pormenores aqui e descarregar as primeiras 25 páginas do livro aqui.

1.5.11

Cover to cover #1

Eis um exemplo de como se faz a capa de um livro.

6.2.11

Sebastião Rodrigues

Para quem não conhece, é obrigatório dar um pulo aqui.

Considerado «o Pai do design português», com uma obra extensíssima, em particular no que toca à edição, é autor de capas históricas, como as que vêem em baixo.

O que mais impressiona, além de tudo, é o quão portugueses eram os seus projectos.























Além das imagens, deixo-vos um curioso testemunho do próprio:




Jorge Silva Melo, citado por Pedro Marques, escreveu sobre a perenidade das suas criações.

Entretanto, Jorge Silva [Silva! designers] tem um blogue, que relembra o nosso design. A seguir (e a recordar), pois com certeza.

19.12.10

Cover lover #2


Daqui (do lóbulo da orelha).

Cover lover #1



Uma publicação destes senhores, encontrada aqui (e a fazer lembrar esta).

24.10.10

Cor

Depois de uma visita aqui e aqui (muito engraçado, o percurso da empresa), assista-se a:


e, já agora, também a: