21.12.10

Ofereça livros pelo Natal

Mas cuidado, a reacção pode ser esta:





Depois de conhecer o contexto* deste polémico vídeo, com mais de 30000 visualizações, tem graça.


*After opening a whole bunch of toys, my son 3 year old came across a present with books....keep in mind that this was kinda like his first "real" Christmas....and again he's was only three years old!....let me repeat. ONLY THREE YEARS OLD... And that he could just about understand and get the concept of the whole gift getting thing. I guess much to the blame of me, the media, and every commercial out there on TV he was more under the perception that you only get "toys" for christmas. To him Books are the fun time we spend reading (no less than three) every night before he goes to bed. Let me make something clear again. HE REALLY DOES LOVE BOOKS! But I'm guessing he was "overwhelmed" after opening way too many gifts (my fault I went overboard that year) and I think he felt "tricked upon" when he opened the books.....plus the fact that we were laughing at his reaction kinda egged him on to say the Poo statement..... He really is one of the sweetest kids I know and to see this reaction (if you know him yourself) IS cute.
I have deleted a lot of very undeserved negative comments that have been posted....I understand now that without a good understanding of the back history one could make a poor assumption of him....but now i hope you know that he was ONLY THREE YEARS OLD PEOPLE and that he only thought your supposed to get toys for christmas....partly because of how commercialized this holiday has become.....we have since taught him differently..............but just for kicks were gonna wrap books again for him and see what happens....

19.12.10

Cover lover #2


Daqui (do lóbulo da orelha).

De cordel

Ah! ah! ah!

Cover lover #1



Uma publicação destes senhores, encontrada aqui (e a fazer lembrar esta).

8.12.10

&etc

A revolução está mesmo aí. A emitir directamente do subterrâneo, a &etc virtualizou-se. Ora sejam bem-vindos.

5.12.10

Primeiras deleituras

A propósito de um artigo lido algures num blogue, dei por mim a recordar as minhas primeiras leituras. As primeiras foram-me feitas, claro, e delas não tenho muito mais além de vagas memórias. No percurso de autocarro até ao centro da cidade, a minha mãe entretinha-me com livros, quase sempre os mesmos. Desses, recordo os do Plum, quadrados, com páginas de cartão, de cuja colecção tinha três ou quatro títulos Os desenhos não me cansavam e o urso amarelo das histórias condizia com um boneco de peluche que tinha. (Será por isso que a minha cor preferida, no abstracto, é o amarelo?) Entre estes livros – para leitores de 2/3 anos – e os da Anita e afins – que, por essa altura, já lia sozinha –, houve dois que recordo com especial intensidade e ternura.
Um é O meu amigo elefante: viagem à Índia, repleto de aguarelas saídas de um sonho, que conta a história de um rapazinho que se despede dos pais para participar no festival anual de elefantes, em Jaipur. O exotismo da aventura e a singeleza da história são encantadores.
Outro é Tuqui Aviador, em que Tuqui, a personagem principal, compra um avião no ferro-velho e o restaura, pintando-o de amarelo (!). Tuqui é um cão, os melhores amigos um coelho e uma gata. O sucateiro é um rato e pelo meio da história há um agricultor surpreendido e uma dona de casa zangada por lhe terem levado o estendal. O cenário é totalmente campagne, o texto é em rima e fala-se em fuselagem. Foi a esta palavra que me agarrei, segundo me contam. «Ó mãe, o que é fuselagem?» E quem diz fuselagem diz outras coisas, como croissant. Terá sido por volta desta idade que comecei a descobrir o inesgotável interesse das palavras (e o apetite que algumas geram).
Em baixo fica uma amostra:


Curiosidade: http://www.leitura.gulbenkian.pt/index.php?area=rol&task=view&id=16840

Novos capítulos

Não, o blogue não morreu, esteve só adormecido durante um período de intensas mudanças. A ver se agora retomamos o ritmo (e se, porventura, actualizamos a lista de leituras).

3.11.10

Vídeoarte

Os booktrailers, que começaram por ser (pelo menos por cá) coisas toscas para promover os livros, indo buscar os leitores onde estes andavam, acabaram por ganhar em poucos anos um espaço próprio, havendo já prémios e fóruns da especialidade.

Este, em particular, cativou-me hoje a atenção. Diz respeito ao livro Soulpancake, que também tem direito ao seu próprio site, está claro.
Vale a pena fazer um vídeo (e um site!) para cada novo título? Bah, se as prateleiras já estão cheias de papel para reciclar, na rede não faltam zeros e uns supérfluos. Não se justifica tal disparate, que só banaliza o fenómeno, levando ao desinteresse generalizado. Evite-se usar o Youtube para, com uma música «emprestada», fazer fade-in e fade-out da capa do livro, alternando com uns excertos do texto ao estilo Powerpoint.
Porém, quando uma obra é especial, mesmo especial, uma verdadeira aposta, aposte-se tudo. Assim vale a pena. Contrate-se um realizador, se for preciso um produtor e demais elementos, faça-se um brainstorming generoso e, com os meios possíveis, leve-se a mensagem o mais longe que se puder. Este vídeo (um verdadeiro aperitivo), por exemplo, deixou-me cheia de apetite!

1.11.10

Found in translation


Grã-Bretanha, Inglaterra e Reino Unido não são a mesma coisa.

24.10.10

Cor

Depois de uma visita aqui e aqui (muito engraçado, o percurso da empresa), assista-se a:


e, já agora, também a:


22.10.10

Tinta permanente

Já conhecia o Contrarywise, mas não o blogue Tatoolit, que deu origem a este livro, The Word Made Flesh:


Agora não sei o que quero, se o livro, se uma tatuagem gira ou os dois. (Pfff... como se eu algum dia conseguisse decidir o que tatuar e tivesse coragem para levar a ideia avante.)

PS: Belo brooktrailer!

Ah, time flies

Já lá vão três!...

17.10.10

Nós por lá

«Crítica» ao Livro do Dessassossego, de Fernando Pessoa, no Guardian. (Não lhe faz justiça, mas any publicity is good publicity.)

16.10.10

DGLB

No Público: «A proposta de Orçamento do Estado para 2011 propõe 50 processos de reorganização na Administração Pública, incluindo várias extinções de organismos.»

Logo no primeiro artigo: É extinta, sendo objecto de fusão, a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, sendo as suas atribuições integradas na Biblioteca Nacional de Portugal.

Péssimas notícias. Vamos ver o que acontece.

Design editorial português novamente elogiado no estrangeiro

Ler mais aqui.

12.10.10

Lighteratura

Danielle Steel deu à Time uma entrevista em que responde a dez perguntas. Eis o vídeo:


A primeira vez que vi um livro da Danielle Steel foi há muitos anos em casa da minha avó materna, que lia e ainda lê muito, principalmente na cama (como eu — só que ela também o faz de manhã, ao contrário de mim, que cada vez tenho menos tempo e adormeço ao fim de menos páginas). Peguei-lhe e julguei-o pela capa, estilo caixa-de-bombons. Li as primeiras linhas e não mudei de ideias; frases banais como «ele pegou na mão dela e depois isto e aquilo» só confirmaram a impressão que a fotografia da autora (a preto e branco evanescente, de mise e colarinho levantado) na contracapa tinha deixado. Carimbo: romances românticos para leitores pouco exigentes. Essa opinião mantém-se.
Porém, aqui está uma senhora que escreveu mais de cem livros, que vendeu milhões de exemplares em dezenas de países, nunca desapontando um público que lhe é fiel. Quanto mais não seja, há que admirar-lhe a consistência e o profissionalismo.
Ao ler um pouco mais sobre a sua vida, conhecendo melhor o seu método, começa a sentir-se gradualmente uma certa reverência pela autora. A resposta lúcida e pronta, uma inigualável capacidade de botar verbo, a empatia com os leitores, a franqueza e a dedicação às suas prioridades fazem de Danielle Steel mais do que uma banal escritora de pena cor de rosa.
Ganhei-lhe uma certa admiração porque não pretende enganar ninguém, porque os seus livros, embora formalmente elementares, terão sido úteis a muitos leitores, como distracção, terapia ou fonte de algum conhecimento, e porque soube alimentar os seus talentos.
Talvez esteja a ser condescendente — o Nicholas Sparks não m'inspira tais observações e quiçá tenha feito o mesmo —, mas o que é certo é que a respeito muito mais do que a um Paulo Coelho (cuja pretensa espiritualidade me desagrada sobremaneira — e para dizer sobremaneira é porque é mesmo muito) ou a um José Rodrigues dos Santos (cujos maus textos condizem com a fraca impressão que tenho da sua pessoa pública).
Não estou a dizer que a obra de Danielle Steel tem valor «por pôr pessoas a ler», o que seria, em grande medida, um bom argumento, ou que «se tem leitores é porque merece ser editada», o que, em parte, até é verdade. O que digo é que Danielle Steel, como autora, tem valor por si mesma. Numa época de sabichões, poseurs e outros impostores, falar de sentimentos (sejam eles quais forem) com sinceridade e competência é coisa rara. Continuarei uma fiel não-leitora, mas daqui em diante assumida admiradora da sua (pelo menos aparente) autenticidade.

site | blogue

11.10.10

Eu sei, eu sei,

deveria estar a escrever sobre muitas coisas importantes que se estão a passar. Contudo, minh'alma está petrificada desde que viu isto:



via Facebook do Filipe Homem Fonseca.