26.3.11
10.3.11
8.3.11
A polémica Mark Twain
Como anunciado aqui, escrevo hoje sobre a controversa reedição de The Adventures of Huckleberry Finn e Tom Sawyer que substitui a palavra «preto» por «escravo». Quem não está a par, pode ler este artigo e ficar com uma ideia do que se trata.
É bem sabido que os Estados Unidos têm um problema com a «N-word» e que esta versão politicamente correcta só podia redundar numa chuva de críticas. Contudo, pus-me a pensar nos argumentos e não consigo deixar de concordar com a defesa do advogado do diabo. Quanto mais penso nisso, mais penso para mim «porque não?»
Fala-se da sacralidade do objecto literário, puxam-se os galões ao génio (como se ele precisasse), fala-se da História na história e mete-se o Dr. King ao barulho. Mas quanto mais penso nisso, mais penso para mim «porque não?»
O texto é de leitura obrigatória - mesmo quando não consta dos programas, ai de quem não a tiver lido -, já faz parte da cultura. Porém, também o desconforto diante de certas palavras faz parte da cultura e nem por isso é mais agradável. Dos leitores desta obra, massa anónima, adolescente e não só, constam brancos e negros, ricos e pobres. Muitos leitores sentirão desconforto ao lerem hoje, e tantas vezes, uma palavra que os ofende. Palavra escrita com uma intenção e que faria parte de um contexto, mas que, ainda assim, repugna.
Se uma edição substitui deliberadamente uma palavra com um passado e um presente pesado por outra - não menos dramática, mas menos problemática e até bastante problematizante -, desde que o faça com a devida advertência - até um prefácio! - não me parece nada mal.
A leitura que faço dessa opção não é tanto política, é mais empática. E por isso me parece válida.
É bem sabido que os Estados Unidos têm um problema com a «N-word» e que esta versão politicamente correcta só podia redundar numa chuva de críticas. Contudo, pus-me a pensar nos argumentos e não consigo deixar de concordar com a defesa do advogado do diabo. Quanto mais penso nisso, mais penso para mim «porque não?»
Fala-se da sacralidade do objecto literário, puxam-se os galões ao génio (como se ele precisasse), fala-se da História na história e mete-se o Dr. King ao barulho. Mas quanto mais penso nisso, mais penso para mim «porque não?»
O texto é de leitura obrigatória - mesmo quando não consta dos programas, ai de quem não a tiver lido -, já faz parte da cultura. Porém, também o desconforto diante de certas palavras faz parte da cultura e nem por isso é mais agradável. Dos leitores desta obra, massa anónima, adolescente e não só, constam brancos e negros, ricos e pobres. Muitos leitores sentirão desconforto ao lerem hoje, e tantas vezes, uma palavra que os ofende. Palavra escrita com uma intenção e que faria parte de um contexto, mas que, ainda assim, repugna.
Se uma edição substitui deliberadamente uma palavra com um passado e um presente pesado por outra - não menos dramática, mas menos problemática e até bastante problematizante -, desde que o faça com a devida advertência - até um prefácio! - não me parece nada mal.
A leitura que faço dessa opção não é tanto política, é mais empática. E por isso me parece válida.
22.2.11
19.2.11
15.2.11
13.2.11
A controvérsia Huckleberry Finn
| The Daily Show With Jon Stewart | Mon - Thurs 11p / 10c | |||
| Mark Twain Controversy | ||||
| http://www.thedailyshow.com/ | ||||
| ||||
Aqui fica um aperitivo. Em breve escreverei qualquer coisa sobre o assunto.
6.2.11
Sebastião Rodrigues
Para quem não conhece, é obrigatório dar um pulo aqui.
Considerado «o Pai do design português», com uma obra extensíssima, em particular no que toca à edição, é autor de capas históricas, como as que vêem em baixo.
O que mais impressiona, além de tudo, é o quão portugueses eram os seus projectos.






Além das imagens, deixo-vos um curioso testemunho do próprio:
Considerado «o Pai do design português», com uma obra extensíssima, em particular no que toca à edição, é autor de capas históricas, como as que vêem em baixo.
O que mais impressiona, além de tudo, é o quão portugueses eram os seus projectos.






Além das imagens, deixo-vos um curioso testemunho do próprio:
2.2.11
11.1.11
« »
It might well be that you only get out of a book what you put into it an see in it only what you are
W. Somerset Maugham (colhido algures)
6.1.11
Liberdades
Segundo os anónimos responsáveis, «nasceu no Facebook a primeira editora 100% virtual portuguesa direccionada a autores auto-publicados». (link)
A propósito ou não, quando a Bubok se tornou uma das minhas ligações no Facebook, recebi de imediato um e-mail seu perguntando se já tinha publicado um livro.
E por falar em autopublicações, aqui fica uma amostra das muitas utilidades de um livro.
5.1.11
Balanços
Não simpatizo com eles mas volta e meia é preciso tomá-los.
Eis 2011. 2010 foi um ano cheio. Comecei o blogue, fechei janelas e abri portas. Li muita coisa, menos do que queria, reli alguma coisa também. Sei um pouco mais do que sabia, espero menos, procurarei fazer melhor. Agora para o fim perdemos Tony Judt, Carlos Pinto Coelho e Denis Dutton. Tudo muda. Vejamos o que o amanhã nos traz.
Eis 2011. 2010 foi um ano cheio. Comecei o blogue, fechei janelas e abri portas. Li muita coisa, menos do que queria, reli alguma coisa também. Sei um pouco mais do que sabia, espero menos, procurarei fazer melhor. Agora para o fim perdemos Tony Judt, Carlos Pinto Coelho e Denis Dutton. Tudo muda. Vejamos o que o amanhã nos traz.
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