21.5.11

Grande troca de livros - um balanço







Começou às 11h10 e durou até às 14h, altura em que fomos almoçar. As pessoas foram aparecendo, conversando, propondo trocas, apreciando a vista, bebendo refrescos na esplanada do quiosque. Fomos menos do que imaginara, mas correu às mil maravilhas. Ainda ofereci livros, recebi uns de bónus também. (A esperança de me desfazer do volume de livros não se cumpriu.) A qualidade da oferta presente surpreendeu: Maria Gabriela Llansol, John Cheever, Eça...
Livrei-me de: António Lobo Antunes, Miguel Sousa Tavares, Jorge de Sena, Süskind, entre outros. Trouxe: Breton, Mishima, Cesário Verde, livros de arte e design, um Saul Bellow, um Beatriz e Virgílio, um Prestígio, e muitos, muitos mais.
Fiquei com taaaantos ainda: Sade, Platão, Margarida Rebelo Pinto, O Mundo de Sofia, Henry Miller, Heidegger, romances históricos novos, uff!...
Para a próxima levo-os de novo a passear. Sim, porque espero que possamos repetir em breve, ainda com mais participantes. Que dizem? Para o mês que vem ou lá para Setembro?


Contra capas não há argumentos

Daqui.

20.5.11

ahahahahahahahahah

ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah [pausa para respirar] ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah ahahahahahahahahah [nova pausa] ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah [recuperar o fôlego, respirar fundo e descansar].

Para quem não viu a graça nisto, pronto, leia isto. [Se sofre do coração, cuidado. Livreira anarquista, I heart you.]

Cover to cover #2


Antes do Voilà!

9.5.11

Hora H

Rumei à feira, como sempre, desta feita de mochila e tudo, para evitar as mãos ocupadas com sacos. (O que me valeu olhares de soslaio por parte dos seguranças nalgumas praças.) Ansiosa pela Hora H, de lista em riste, vejo que nem todos os pavilhões estão preparados para ela no momento de começar. A dita hora passa a correr e perde-se muito tempo com perguntas evitáveis (oh! o que seria de nós se a informação fosse mais explícita!) e filas para pagar. Surpresa das surpresas reservada para o final: 15 minutos antes da feira terminar, há pavilhões em que se faz a caixa, recolhem as abas laterais e guardam livros, num cenário desolador, que faz com que o visitante sinta que anda aos restos.
Estive muitos anos desse lado e sei que o cansaço de um dia longo é por vezes avassalador; porém, a Hora H traz muita gente à feira e pode ser bem animada. Todos os vendedores com quem falei e cujas editoras participam na iniciativa dizem que nesse horário há maior afluência. Então o que se passa? Fazem os descontos contrariados? Não estão interessados em vender mais um pouco? Não vale a pena fazer o esforço pelo visitante - também ele cansado e ao frio, mas que saiu de casa para ir comprar livros? Ou será tudo isto grande escrúpulo em cumprir os horários de encerramento?
É nestas coisas, quer-me parecer, que tudo se perde. Na hora H volta-se costas ao potencial, desiste-se, não se faz aquele esforço extra.

Ficaram livros por comprar e voltarei lá esta semana. Gostava mesmo de retirar o que escrevi.

2.5.11

Já na agenda!



Lá estarei, com pilhas de livros para a troca.

1.5.11

O Natal está já aí

Presentes, anyone?

Tempo

Mal posso esperar para ter tempo.

Cover to cover #1

Eis um exemplo de como se faz a capa de um livro.

Ciclos

Não são só as «pequenas» que fecham, as «grandes» também. Com mais estrondo e tudo. E por vezes com sentido de humor.

E depois há outras que nascem, estranhas, que dão que pensar.

14.4.11

Coisas boas que até nos fazem esquecer as alergias


Aqui está uma que vale por muitas.

Cartas de despedida

Essas, como esta, não sei porquê, nunca são ridículas.

3.4.11

re-cover


Há mais aqui.

Com umas quantas letrinhas apenas

Soube agora que, sem saber, ando há anos a contribuir para tornar inteligíveis textos ilegíveis por máquinas, ressuscitando-os e dando-lhes mais sentido. Eu bem suspeitava que muitas das ditas palavras eram mesmo palavras.
Fico naturalmente satisfeita por saber que enquanto combato spam provando a minha humanidade estou também a contribuir para uma causa. Mas é uma boa causa? E porque não soubemos disto antes?

2.4.11

Cantinho de mim mesma

A Antonia Eiriz

Felices los normales, esos seres extraños.
Los que no tuvieron una madre loca, un padre borracho, un hijo delincuente,
Una casa en ninguna parte, una enfermedad desconocida,
Los que no han sido calcinados por un amor devorante,
Los que vivieron los diecisiete rostros de la sonrisa y un poco más,
Los llenos de zapatos, los arcángeles con sombreros,
Los satisfechos, los gordos, los lindos,
Los rintintín y sus secuaces, los que cómo no, por aquí,
Los que ganan, los que son queridos hasta la empuñadura,
Los flautistas acompañados por ratones,
Los vendedores y sus compradores,
Los caballeros ligeramente sobrehumanos,
Los hombres vestidos de truenos y las mujeres de relámpagos,
Los delicados, los sensatos, los finos,
Los amables, los dulces, los comestibles y los bebestibles.
Felices las aves, el estiércol, las piedras.

Pero que den paso a los que hacen los mundos y los sueños,
Las ilusiones, las sinfonías, las palabras que nos desbaratan
Y nos construyen, los más locos que sus madres, los más borrachos
Que sus padres y más delincuentes que sus hijos
Y más devorados por amores calcinantes.
Que les dejen su sitio en el infierno, y basta.


Roberto Fernández Retamar

1.4.11

As linhas com que as histórias se cosem

Derek Sivers esteve numa palestra de Kurt Vonnegut e trouxe de lá uns belos apontamentos.
Ora espreitemos.





PS: Não sei quanto a si, leitor desse lado do espelho luminoso, mas cá a minha vida real não é nada como a da figura de baixo - é mais como a de cima (acho que porque lhe presto atenção). Ou quando muito seria como a de baixo, mas vista ao longe, porque o meu dia-a-dia é de Cinderela.