31.1.12
Wikilivros
Através do blogue Malomil, fiquei a conhecer os wikilivros que alguém anda a publicar em regime print on demand via Amazon. São compilações de artigos, feitas de modo automático (o nome das «editoras», Alphascript e Betascript, sugerem que o maestro da coisa tem ligações à informática), que agregam conteúdos vagamente assemelhados, dando-lhes a forma de livro. Há sempre uns organizadores da obra que dão o nome por aquilo, e o facto de se tratar de material da Wikipédia não é propriamente ocultado.
Na imagem acima, temos a capa de um «livro» que ora aborda um hospital militar chinês, ora fala das relações sino-japonesas de 1933 a 1936.
Porque é que alguém quereria comprar em papel conteúdo que pode obter gratuitamente on-line é coisa que me ultrapassa. Mas, com a tecnologia POD, se se vender um exemplar provavelmente a «editora» já faz lucro. Uma vez montado o programa que compila os artigos e compõe o livro, é só esperar que apareçam clientes.
Quanto às questões levantadas relativamente ao copyright, parece que é tudo legítimo. Se não é bonito andar a fazer dinheiro com conteúdo que autores disponibilizaram gratuita e generosamente, nada parece proibi-lo segundo a licença Creative Commons da Wikipédia.
Duvido que o arquitecto desta artimanha faça muito dinheiro com isto (pelo menos nestes moldes). O que me deixa apreensiva é o mecanismo. Por aqui se vê como não é difícil apanhar conteúdos que voguem na internet e usá-los para fins não inicialmente previstos.
Ver mais sobre o assunto aqui.
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Campanhas II
Eis o vídeo desta campanha, disponível no canal Youtube da APEL desde meados de Dezembro.
Padre António Vox, Bono Vieira. Potato, potato.
Com o patrocínio dos Radiohead e dos livros da Babel.
Padre António Vox, Bono Vieira. Potato, potato.
Com o patrocínio dos Radiohead e dos livros da Babel.
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18.1.12
Campanhas
A Milwaukee Public Library lançou uma bela campanha de incentivo à leitura, que tem dado que falar on-line:
Não me importava de ver uma coisa destas por cá.
Obrigada, S! :)
Não me importava de ver uma coisa destas por cá.
Obrigada, S! :)
13.1.12
9.1.12
Dubito ergo cogito
15 anos de Ciberdúvidas. Década e meia de um excelente serviço prestado a todos os falantes e curiosos da língua portuguesa, que tem ajudado tradutores, revisores, professores, estudantes e o público em geral a navegar melhor pelo meio das palavras.
Obrigada, Ciberdúvidas — consultores, consulentes, cronistas e patrocinadores — por este tesouro que é de todos e que todos os dias cresce um bocadinho.
É pela dúvida que se avança. É sim, senhor (deputado).
5.1.12
2.1.12
23.12.11
Boas Festas!
The British writer Richard Adams, appearing alongside Gore Vidal on That Was The Week That Was, called his work "meretricious."
"Pardon?" said Vidal.
"Meretricious."
"Meretricious to you," the American replied, "and a happy new year."
"Pardon?" said Vidal.
"Meretricious."
"Meretricious to you," the American replied, "and a happy new year."
19.12.11
Of all the gin joints in all the towns in all the world...
Cada um tem o que merece, diz-se. Nós, se calhar, merecemos isto. Esta citação, desta pessoa, numa campanha destas organizada por esta associação, neste país. Mas não deixa de ser triste.
Votos de um natal lúcido e de um 2012 possível.
15.12.11
Simbolismo
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5.12.11
Seven Bar Jokes Involving Grammar and Punctuation.
1. A comma splice walks into a bar, it has a drink and then leaves.
2. A dangling modifier walks into a bar. After finishing a drink, the bartender asks it to leave.
3. A question mark walks into a bar?
4. Two quotation marks “walk into” a bar.
5. A gerund and an infinitive walk into a bar, drinking to drink.
6. The bar was walked into by the passive voice.
7. Three intransitive verbs walk into a bar. They sit. They drink. They leave.
Por Eric K. Auld, na MacSweeney's.
23.11.11
18.11.11
Crises
Há dez anos era assim:
Francisco José Viegas, no editorial da Ler n.º 17, em 1992.
Fala-se de crise da edição portuguesa e, pela primeira vez nos últimos dez anos, quase abertamente. Um inquérito recente aos editores, publicado no Jornal de Letras a esse propósito, dá bem a ideia de que existem razões para temer as consequências destes tempos, já que o futuro é sempre optimista. Há dados que convém ter em atenção: cento e cinquenta livrarias encerraram as suas portas desde o início de 1991 até aos últimos meses do ano; o número médio de venda de cada título posto à disposição dos leitores portugueses baixou consideravelmente no mesmo período, acelerando uma tendência que já se registava desde há alguns tempos; alguns editores tomaram medidas que evidenciam uma disposição clara de desinvestir, e outros preparam-nas. Nada que não tenha acontecido em sectores diversos da vida económica portuguesa, com a diferença óbvia de, nestes casos, existir uma preocupação do Estado no sentido de possibilitar saídas para as crises que se manifestaram ou manifestam.
No caso da edição, a situação é bem diferente. O Estado português faz aprovar um Acordo Ortográfico sem ter em conta a opinião dos editores portugueses, manifestamente contrária; uma lei como a do preço fixo, que pode vir a revelar-se disciplinadora do mercado livreiro tarda em ser discutida e publicada. Exemplos colhidos de entre aqueles que convém ter em mente no início de 1992 e da adesão plena de Portugal à CEE, como reza o lugar-comum.
A vida em geral não é simples, mas a vida da edição, essa torna-se cada vez mais perigosa.
Francisco José Viegas, no editorial da Ler n.º 17, em 1992.
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8.11.11
Nota
Não cheguei a terminar a minha tradução do texto Words, de Tony Judt, mas em O Chalet da Memória, que acaba de ser lançado por Edições 70, esta e outras pérolas estão lá, cada uma mais lúcida e comovente do que a anterior.
3.11.11
Offshore em bom
Até há pouco tempo, nunca tinha ouvido falar desta aventura. São os GBA Ships, começaram em 1970 e vão no quarto navio. Logos foi o primeiro e atracou em Lisboa duas vezes (76 e 84). Diz quem lá foi que a novidade era completa e que os livros a bordo, numa espécie de feira flutuante, eram baratíssimos.
O objectivo da organização é levar ajuda e conhecimento a quem mais precisa. Segundo o site oficial (e não é difícil acreditar), estas feiras são, para muitos, a primeira oportunidade de comprar boa literatura e muitas pessoas sem meios para estudar puderam aprender e, consequentemente, melhorar as suas vidas através destes livros.
- 6000 títulos disponíveis, incluindo livros escolares e especializados;
- 40 milhões de pessoas a bordo desde 1970;
- Mais de 160 países e territórios visitados;
- 1400 aportagens.
O objectivo da organização é levar ajuda e conhecimento a quem mais precisa. Segundo o site oficial (e não é difícil acreditar), estas feiras são, para muitos, a primeira oportunidade de comprar boa literatura e muitas pessoas sem meios para estudar puderam aprender e, consequentemente, melhorar as suas vidas através destes livros.
- 6000 títulos disponíveis, incluindo livros escolares e especializados;
- 40 milhões de pessoas a bordo desde 1970;
- Mais de 160 países e territórios visitados;
- 1400 aportagens.
É obra.
Para saber mais e, quiçá, contribuir: www.gbaships.org.
Obrigada pela história, P.!
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