16.4.12
«LAYOUT - Design Editorial, Boas Práticas de Composição e Regras Tipográficas»
O sempre recomendável site tipografos.net está a comercializar um e-book sobre design editorial, da autoria de Paulo Heitlinger.
13.4.12
12.4.12
Livro fumável
E se achavam que estes dez livros eram bizarros, o que dizer da obra que reúne algumas letras do rapper Snoop Dog, totalmente feita de cânhamo?
Livros e cigarros, senhor Orwell? Pelos vistos, podem ser uma e a mesma coisa...
Se ficaram curiosos, espreitem a notícia, que inclui um vídeo do autor.
Livros e cigarros, senhor Orwell? Pelos vistos, podem ser uma e a mesma coisa...
Se ficaram curiosos, espreitem a notícia, que inclui um vídeo do autor.
Tipografia ao ar livre
No outro dia, parada num semáforo, olhei para a esquerda e dei de caras com um cartaz invulgar. Semicerro os olhos e percebo que é obra do Mário Feliciano, um dos mais conceituados tipógrafos portugueses, fundador da Feliciano Type Foundry. Fazendo uma pesquisa rápida, descobri que o outdoor que faz parte de uma iniciativa que envolve 18 artistas. É bom ver um tipógrafo entre eles, é bom ver letras à solta na cidade.
Não sei se já retiraram os cartazes (deixam tanto tempo os das campanhas eleitorais, bem podiam deixar estes...), mas o percurso está descrito aqui.
10.4.12
Editores do mundo, escutai!
Havendo muitos «livros secretos» disto e daquilo (vendas e não sei que mais), que tal publicar O Livro Secreto dos Livros Secretos? Se corresse bem, passávamos à sequela: O Guia Completo dos Guias Completos.
Que digo eu? Estamos perante uma saga! O Manual Prático dos Manuais Práticos, 101 Respostas de A a Z, O Grande Livro dos Pequenos Livros.
Depois, para não cansar, variávamos um pouco: O Manual Prático dos Livros Secretos, 1001 Guias Completos para Consultar antes de Morrer...
30.3.12
16.3.12
Entrevista a Dulce Maria Cardoso
Ontem, na Sic Notícias, apesar da sua confrangedora atrapalhação, Márcio Crespo lá entrevistou Dulce Maria Cardoso, que, grande e amável (como só os grandes sabem ser), foi contando uma história pouco conhecida, a dos retornados, tema do seu último livro, O Retorno, recentemente publicado pela Tinta da China.
Nunca li nada da autora, nem gostei especialmente do texto que MC leu no início, mas a sua autenticidade ao longo da entrevista fez-me querer saber mais — dela, desta gente e deste período, uma odisseia de ontem e não uma anedota distante.
Da entrevista retenho ainda uma ideia que Dulce Maria Cardoso referiu de passagem mas que merece sublinhado: «As possibilidades da literatura são tão grandes como as suas limitações.»
13.3.12
11.3.12
Winkingbooks
Para quem ainda não sabe, o site Winkingbooks é uma plataforma de troca de livros. De Saramago a Stieg Larson, de George Steiner a Jorge de Sena, há lá um pouco de tudo. Parece-me um sistema relativamente justo (embora haja quem despeje livros miseráveis só para acumular pontos) e funciona bastante bem. Eu própria já agarrei boas oportunidades. Resumindo, recomendo.
29.2.12
Malomil
Estou in love e in awe com o blogue Malomil, que nos brinda com pérola trás de pérola. Os temas vão da política às letras, passando pelas artes gráficas. Os pontos de vista do autor, António Araújo, oscilam entre o ácido e o melancólico e são sempre interessantes. Se não acreditam, espreitem a sua rubrica «Histórias da realidade improvável», este post sobre as capas de Cândido da Costa Pinto para a Colecção Vampiro ou este, uma recordação de viagem.
10.2.12
♥ Maurice Sendak ♥
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Caras conhecidas
Já tinha sonhado com isto e afinal parece que nem é novidade: retratos-robot de personagens literárias a partir das suas descrições.
Voilà Madame Bovary:
5.2.12
4.2.12
3.2.12
Ecos
« [...] Na época, era um verdadeiro campo de batalha [a Feira do Livro de Frankfurt]. Procurava-se descobrir a obra-prima desconhecida, procurava-se caricaturar a oposição. Circulavam anciãos respeitáveis, até cheguei ainda a ver Gaston Gallimard. O frenesi era tal que um dia, ao almoço, Valentino Bompiani, Paul Flamant, talvez Rohwolt e um outro de que não me recordo disseram que se alguém tivesse inventado um autor teriam todos ido à sua procura. E inventaram Milo Temesvar, que apenas teria escrito Let me say it now, pelo qual a American Library dera um adiantamento de 50 000 dólares (nos primeiros anos da década de 60). Bompiani volta do almoço, conta a história a Morando e a mim e começámos a andar de stand em stand a perguntar solenemente por Temesvar. Cerca das seis da tarde toda a feira estava em alvoroço. Às oito, num jantar, Giangiacomo Feltrinelli (nunca percebi se para desencorajar a concorrência e ter mais espaço livre para a sua caçada ou por estar mesmo convencido disso) afirma: "Desistam do Temesvar. Já comprei os direitos para todo o mundo." Para mim, Temesvar continua a ser uma pessoa da família. Algum tempo depois escrevi uma recensão falsa sobre ele, dizendo que havia sido expulso da Albânia por desvios esquerdistas e que havia escrito um livro sobre Borges intitulado Sobre o Uso dos Espelhos nos Jogos de Xadrez. Seria de pensar que uma pessoa expulsa da Albânia por desvios esquerdistas fosse absolutamente inverosímil, mas vim a saber que Arnoldo Mondadori tinha assinalado a vermelho aquele artigo, escrevendo "comprar imediatamente". Milo Temesvar retorna também na minha introdução de O Nome da Rosa. Resumindo, hoje estou também eu convencido da veracidade da sua existência. »
Umberto Eco, numa entrevista incluída no livro Guia de Leitura, da colecção «Mil Folhas», do Público
2.2.12
Gulag
Ontem à noite, num acesso de insónia, vi um documentário sobre as crianças do GULAG (mais aqui). Impressionante no mau sentido, devastador. Passou-se anteontem e já quase todos esquecemos. Ainda se pode fazer qualquer coisa. Na Coreia do Norte, outro escândalo, ainda há tudo a fazer.
Hoje, a espreitar a Pós dos Livros Vintage, vejo o primeiro volume de GULAG, de Solzhenitsyn. Tenho-o e ainda não o li, à espera de encontrar o segundo nalgum alfarrabista. Nunca o vi. Cheguei a duvidar de que tivesse sido publicado. Numa pesquisa rápida, para confirmar, dei de caras com isto. Artigo interessante, comentários muito reveladores. As pequenas coisas também ficam para a história.
PS: Se virem por aí o segundo volume, avisem.
PS: Se virem por aí o segundo volume, avisem.
1.2.12
Sinais dos tempos
Paulo Coelho homenageado no The Pirate Bay.
Jean-Luc Godard dá 1000 euros a um pirata multado.
Vejamos o que ai vem.
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