1.3.13
23.2.13
Ao quadrado
Já se sabe que as novidades se sucedem a uma velocidade superior à da luz e que, de tão difíceis de acompanhar, por vezes desistimos de o fazer ou sequer de as assinalar. Desta vez vale a pena parar e dizer: há duas novas, e das boas. Uma, a revista Papel, sai às quintas e, editada por uma inglesa, está cheia de bom português. A segunda, que conheci poucos dias depois, é a Forma de Vida, bimestral, é toda ensaios e conversas. Ambas, curiosamente, com quadrados coloridos no rosto. A explorar devidamente, cada uma a seu ritmo.
PS: Ah, quase me esquecia (mas como se não soubessem já...), a Granta está à porta.
PS2: Ia-me esquecendo outra vez! Na altura não noticiei, que estava ocupada, mas há uns meses nasceu o Edição Exclusiva, um blogue sobre a edição em Portugal. Tomem nota, que vale a pena seguir. (Apesar do subtítulo nada pretensioso, tem algumas reflexões bem interessantes.) Vai já para a lista de links.
PS2: Ia-me esquecendo outra vez! Na altura não noticiei, que estava ocupada, mas há uns meses nasceu o Edição Exclusiva, um blogue sobre a edição em Portugal. Tomem nota, que vale a pena seguir. (Apesar do subtítulo nada pretensioso, tem algumas reflexões bem interessantes.) Vai já para a lista de links.
4.2.13
Pequenos grandes mundos
Three machines that want to know, 60 x 45 x 13 cm, 2012
Elevator 109 x 56 x 14 cm., 2012
O senhor nas imagens acima, que ainda por cima parece um Gepetto, chama-se Marc Giai-Miniet e é o autor destas boîtes maravilhosas. Preciso de uma, naturalmente, mas já me contento em olhar para as imagens.
Via Bookpatrol.
1.2.13
Autores/tradutores defraudados por editoras/impostoras
Joao Tordo · 1,832 followers
caríssimos:
nas livrarias anda uma promoção de um livro meu, Hotel Memória, a um
preço irrisório que vos peço que não comprem. A editora desse livro, a
Quidnovi, nunca me pagou os direitos de autor que me deviam e, agora,
estão a vender os meus livros ao desbarato. Ou seja: eu não recebo um
tostão e uma editora que enganou vários autores continua a meter
dinheiro ao bolso. Fiquem-se pelo "Ano Sabático", e pelas minhas edições
na Dom Quixote, que ficam muito mais bem servidos. Obrigado!
As redes sociais também são para isto.
16.1.13
Booktrailers
Ninguém liga muito a vídeos que são apenas apresentações Powepoint com movimento. Quando carrego play e é um desses, sinto-me traída. Como não tenho visto muitos booktrailers bons, em geral não carrego no play. Porém, de vez em quando, vejo bons vídeos promocionais. Há uns mesmo bons. E há uns meeeeeeesmo bons, como é o caso deste:
Diria que este é o booktrailer do ano, mas 2013 ainda agora começou e gosto de ser surpreendida
Já agora, isto sim é um lançamento + reportagem de lançamento:
15.1.13
4.1.13
Tempo para ler
Adoro quando as pessoas dizem que não têm tempo para ler livros quando, na verdade, o que não têm é interesse (elas próprias ou no mundo). Têm sempre tempo para estar ocupadas ou para se distrair com qualquer coisa que «descanse a cabeça», isso têm.
A provar mais uma vez que tudo isso é um disparate, Jeff Ryan, pai de filhos, marido de mulher e trabalhador a tempo inteiro, propôs-se ler um livro por dia em 2012: 366 livros em 366 dias. E conseguiu. O artigo, que conta como foi, está aqui e recomenda-se. Que sirva de inspiração.
Bom 2013!
1.1.13
19.12.12
18.12.12
Para quem gosta de papel
Há os perfumes e as cartas de direitos. Felizmente, há muitas maneiras de se gostar de uma coisa.
17.12.12
Livros no telemóvel
Há uns anos, disseram-me que os japoneses liam livros no telemóvel. Também me disseram que os seus livros eram impressos em papel de jornal e que os deitavam fora depois de os ler ou que os largavam algures num sítio público. Apegada que sou aos objectos, fiquei espantada, mas lá acreditei, por já conhecer a sua falta de espaço em casa e o seu desprendimento e sentido prático (para algumas coisas). Agora aquela do telemóvel é que eu não engolia. Era invenção. Eu, no meu pequeno ecrã verde com letras pretas aos cubinhos, pouco mais lia do que três linhas de SMS de cada vez — como seria possível ler um livro ali? E como funcionaria? Pagava-se a uma entidade que nos ia enviando parágrafos em SMS? A caixa de mensagens não ficaria cheia?
O engano foi-se desfazendo devagar, aos bocadinhos, e lá fiquei a saber como era. Hoje, a pensar no que tinha lido neste ano que termina, apercebi-me de que li no telemóvel, entre metro e salas de espera, um livro que em papel tem 800 páginas, um outro de 500, indo a 20% de um terceiro, de 500. Não restam dúvidas, vivo no futuro.
O engano foi-se desfazendo devagar, aos bocadinhos, e lá fiquei a saber como era. Hoje, a pensar no que tinha lido neste ano que termina, apercebi-me de que li no telemóvel, entre metro e salas de espera, um livro que em papel tem 800 páginas, um outro de 500, indo a 20% de um terceiro, de 500. Não restam dúvidas, vivo no futuro.
10.12.12
Plataforma
O presidente executivo, o director-coordenador de edições gerais, o director-coordenador comercial e de marketing e o director de sistemas de informação da LeYa (ufa) vão inaugurar, amanhã, uma «plataforma de autopublicação* e obras digitais». Ena.
Vamos ver o que aí vem.
*A piada não é minha, mas é genial: Se os autores vão dispensar as editoras, que dispensem as nossas.
7.12.12
Livremo-nos
Chegou a época do Natal e, com ela, a pergunta «o que o oferecer a X, Y e Z?». A resposta é simples: LIVROS. Há-os para todos os gostos, idades e preços. E se o recipiente não gostou, troca-se! Dá-se um objecto bonito, que fica, que não choca com a decoração, e ajuda-se uma indústria importante que, apesar de estar cheia de malucos e incompetentes, também alimenta muito boa gente. Perfeito, não é?
Ah, mas e a crise e tal.
Alto. Se tem receio de entrar numa livraria, ele há feiras. Muitas feiras. Para começar, a Festa dos Livros da Gulbenkian. Para acabar, a da Gare do Oriente, com coisas óptimas da Bertrand, Círculo, Temas e Debates, Quetzal, etc. a 50% do preço original. (Sim, são sobretudo livros do universo Bertrand, mas não só.) Portanto, não há desculpas.
Vá, não se arme em moderno, a oferecer e-books. Saia de casa e vá num safari livresco, de lista em riste. Em três tempos terá sacos cheios de boas pechinchas. Boa caçada!
4.12.12
O mal-estar na Civilização II
Depois deste meu post, passei por uma grande superfície comercial e fui espreitar os livros. Eis a ficha técnica:
Tanto quanto sei, os departamentos editoriais das editoras não desenham capas...
Os livros, em si, são objectos agradáveis. Pena é cheirarem a esturro.
Tanto quanto sei, os departamentos editoriais das editoras não desenham capas...
Os livros, em si, são objectos agradáveis. Pena é cheirarem a esturro.
3.12.12
Downton Abbey à portuguesa
Theresa Castello Branco, no seu óptimo blogue Libri Librorum, anunciou há uns meses que iria tentar publicar uma obra em vários volumes intitulada Uma Época, uma Sociedade, uma Família. O séc.XIX na correspondência de D.Teresa Sousa Botelho, condessa da Ponte e suas filhas 1834-1911. Pela amostra, parece óptima. Espero que alguma editora aceite o desafio. Gossip histórico e ainda por cima nacional? Com umas letras douradas na capa em tons de rosa-velho, nem era preciso juntar-lhe brindes para se vender como pães quentes.
29.11.12
O mal-estar na Civilização
A Civilização acaba de lançar uma nova colecção. Eis o que está no Facebook:
«A Civilização reedita uma coleção de clássicos intemporais que enriquecerão a biblioteca de qualquer pessoa. Clássicos de sempre, da literatura portuguesa e mundial, com capas modernas e atrativas:
- A Queda Dum Anjo | Camilo Castelo Branco
- Jane Eyre | Charlotte Bronte
- O Monte dos Vendavais| Emily Bronte
- A Túlipa Negra | Alexandre Dumas
- Orgulho e Preconceito | Jane Austen
- O Primo Basílio | Eça de Queirós
- Nossa Senhora de Paris | Vítor Hugo
- Madame Bovary | Gustave Flaubert
Os títulos têm um preço muito apelativo, fazendo destes livros uma prenda perfeita para este natal!
Procure-os numa livraria ou hipermercado.»
De imediato, reconheço o grafismo. Tem mais do que meras semelhanças com as capas de outra editora:
«A Civilização reedita uma coleção de clássicos intemporais que enriquecerão a biblioteca de qualquer pessoa. Clássicos de sempre, da literatura portuguesa e mundial, com capas modernas e atrativas:
- A Queda Dum Anjo | Camilo Castelo Branco
- Jane Eyre | Charlotte Bronte
- O Monte dos Vendavais| Emily Bronte
- A Túlipa Negra | Alexandre Dumas
- Orgulho e Preconceito | Jane Austen
- O Primo Basílio | Eça de Queirós
- Nossa Senhora de Paris | Vítor Hugo
- Madame Bovary | Gustave Flaubert
Os títulos têm um preço muito apelativo, fazendo destes livros uma prenda perfeita para este natal!
Procure-os numa livraria ou hipermercado.»
De imediato, reconheço o grafismo. Tem mais do que meras semelhanças com as capas de outra editora:
Estas, as bonitas, foram feitas por Coralie Bickford-Smith para a Penguin Classics. As outras, da colecção Clássicos, não imagino. Terei de consultar um exemplar.
Vês-se bem que não são da mesma autora. Dúvidas houvesse, bastaria comparar as capas dos relógios, a d' O Primo Basílio e a de Oliver Twist. Quem faz uma não faz a outra, e vice-versa.
Além de o design ser uma cópia descarada, o caso assume contornos mais estranhos: a Civilização é detida pela Dorling Kindersley, que, por sua vez, pertence à Penguin almighty.
O que se terá passado aqui, afinal?
O que se terá passado aqui, afinal?
27.11.12
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