2.4.13

Tribunal da Propriedade Intelectual

Em Abril de 2012, foi criado o Tribunal da Propriedade Intelectual. No primeiro ano de actividade, o tribunal contou apenas com uma magistrada para dar resposta aos quase dois novos casos por dia relativos ao direito de autor e a marcas e patentes. No mês passado, esta instituição acolheu mais um juiz. Viva.

18.3.13

Ebook Portugal

O Ebook Portugal é um site sobre «o presente e o futuro da leitura». Há uns meses, comecei a escrever para o site (de forma um tanto irregular, devido aos muitos afazeres e por ainda ter amor à minha vida pessoal), e já lá vão alguns pequenos textos. Um deles é sobre as capas dos livros digitais. Hoje, escrevi sobre um «tablet para senhoras», um objecto intrigante, no mínimo. Talvez queiram espreitar, ó leitores e não leitores de e-books (as pessoas, não os aparelhos, coisas que não devem ser confundidas).
Daqui para a frente, tentarei ser mais constante nas minhas contribuições para este site. Agora que eu própria sou dona de um senhor tablet, hão-de aparecer certamente mais textos sobre isto de ser uma ponte, alguém que se lembra de televisores a preto e branco e que agora marca um PIN para entrar no abismo. Vejamos o que aí vem.

6.3.13

Amazon, esse papão

Por muitos, a Amazon é vista como um monstro a boa gente da Melville House não pára de nos avisar , por outros, como uma bênção. A Amazon veio revolucionar as vendas on-linecliché mas é verdade) e todos nós, profissionais da edição e leitores cosmopolitas, de uma forma ou de outra, acompanhámos de perto esse fenómeno. Contudo, nem sempre os  fornecedores, os clientes e os curiosos compreendem bem o que está por detrás desse colosso. Se gostava de saber mais acerca do funcionamento desse pedacinho do nosso mundo e tem 30 minutos para gastar, oiça esta entrevista, que vale bem a pena.

PS: Depois, abra esta janelinha e sorria.

23.2.13

Ao quadrado

Já se sabe que as novidades se sucedem a uma velocidade superior à da luz e que, de tão difíceis de acompanhar, por vezes desistimos de o fazer ou sequer de as assinalar. Desta vez vale a pena parar e dizer: há duas novas, e das boas. Uma, a revista Papel, sai às quintas e, editada por uma inglesa, está cheia de bom português. A segunda, que conheci poucos dias depois, é a Forma de Vida, bimestral, é toda ensaios e conversas. Ambas, curiosamente, com quadrados coloridos no rosto. A explorar devidamente, cada uma a seu ritmo.


PS: Ah, quase me esquecia (mas como se não soubessem já...), a Granta está à porta. 
PS2: Ia-me esquecendo outra vez! Na altura não noticiei, que estava ocupada, mas há uns meses nasceu o Edição Exclusiva, um blogue sobre a edição em Portugal. Tomem nota, que vale a pena seguir. (Apesar do subtítulo nada pretensioso, tem algumas reflexões bem interessantes.) Vai já para a lista de links.

4.2.13

Pequenos grandes mundos

 Three machines that want to know, 60 x 45 x 13 cm, 2012

 Elevator 109 x 56 x 14 cm., 2012



O senhor nas imagens acima, que ainda por cima parece um Gepetto, chama-se Marc Giai-Miniet e é o autor destas boîtes maravilhosas. Preciso de uma, naturalmente, mas já me contento em olhar para as imagens.

1.2.13

Autores/tradutores defraudados por editoras/impostoras


Joao Tordo · 1,832 followers
6 hours ago ·
caríssimos: nas livrarias anda uma promoção de um livro meu, Hotel Memória, a um preço irrisório que vos peço que não comprem. A editora desse livro, a Quidnovi, nunca me pagou os direitos de autor que me deviam e, agora, estão a vender os meus livros ao desbarato. Ou seja: eu não recebo um tostão e uma editora que enganou vários autores continua a meter dinheiro ao bolso. Fiquem-se pelo "Ano Sabático", e pelas minhas edições na Dom Quixote, que ficam muito mais bem servidos. Obrigado!
 
As redes sociais também são para isto.

16.1.13

Booktrailers

Ninguém liga muito a vídeos que são apenas apresentações Powepoint com movimento. Quando carrego play e é um desses, sinto-me traída. Como não tenho visto muitos booktrailers bons, em geral não carrego no play. Porém, de vez em quando, vejo bons vídeos promocionais. Há uns mesmo bons. E há uns meeeeeeesmo bons, como é o caso deste:




Diria que este é o booktrailer do ano, mas 2013 ainda agora começou e gosto de ser surpreendida

Já agora, isto sim é um lançamento + reportagem de lançamento:


15.1.13

Versão asiática


Não é só cá que se faz má publicidade a livros...

4.1.13

Tempo para ler

Adoro quando as pessoas dizem que não têm tempo para ler livros quando, na verdade, o que não têm é interesse (elas próprias ou no mundo). Têm sempre tempo para estar ocupadas ou para se distrair com qualquer coisa que «descanse a cabeça», isso têm.
A provar mais uma vez que tudo isso é um disparate, Jeff Ryan, pai de filhos, marido de mulher e trabalhador a tempo inteiro, propôs-se ler um livro por dia em 2012: 366 livros em 366 dias. E conseguiu. O artigo, que conta como foi, está aqui e recomenda-se. Que sirva de inspiração.

Bom 2013!

1.1.13

2013

A aventura continua. Agora de tablet na mão.

18.12.12

Para quem gosta de papel

Há os perfumes e as cartas de direitos. Felizmente, há muitas maneiras de se gostar de uma coisa.

17.12.12

Livros no telemóvel

Há uns anos, disseram-me que os japoneses liam livros no telemóvel. Também me disseram que os seus livros eram impressos em papel de jornal e que os deitavam fora depois de os ler ou que os largavam algures num sítio público. Apegada que sou aos objectos, fiquei espantada, mas lá acreditei, por já conhecer a sua falta de espaço em casa e o seu desprendimento e sentido prático (para algumas coisas). Agora aquela do telemóvel é que eu não engolia. Era invenção. Eu, no meu pequeno ecrã verde com letras pretas aos cubinhos, pouco mais lia do que três linhas de SMS de cada vez como seria possível ler um livro ali? E como funcionaria? Pagava-se a uma entidade que nos ia enviando parágrafos em SMS? A caixa de mensagens não ficaria cheia?
O engano foi-se desfazendo devagar, aos bocadinhos, e lá fiquei a saber como era. Hoje, a pensar no que tinha lido neste ano que termina, apercebi-me de que li no telemóvel, entre metro e salas de espera, um livro que em papel tem 800 páginas, um outro de 500, indo a 20% de um terceiro, de 500. Não restam dúvidas, vivo no futuro.

10.12.12

Plataforma

O presidente executivo, o director-coordenador de edições gerais, o director-coordenador comercial e de marketing e o director de sistemas de informação da LeYa (ufa) vão inaugurar, amanhã, uma «plataforma de autopublicação* e obras digitais». Ena.

Vamos ver o que aí vem.

*A piada não é minha, mas é genial: Se os autores vão dispensar as editoras, que dispensem as nossas.


7.12.12

Livremo-nos

Chegou a época do Natal e, com ela, a pergunta «o que o oferecer a X, Y e Z?». A resposta é simples: LIVROS. Há-os para todos os gostos, idades e preços. E se o recipiente não gostou, troca-se! Dá-se um objecto bonito, que fica, que não choca com a decoração, e ajuda-se uma indústria importante que, apesar de estar cheia de malucos e incompetentes, também alimenta muito boa gente. Perfeito, não é?

Ah, mas e a crise e tal.

Alto. Se tem receio de entrar numa livraria, ele há feiras. Muitas feiras. Para começar, a Festa dos Livros da Gulbenkian. Para acabar, a da Gare do Oriente, com coisas óptimas da Bertrand, Círculo, Temas e Debates, Quetzal, etc. a 50% do preço original. (Sim, são sobretudo livros do universo Bertrand, mas não só.) Portanto, não há desculpas.

Vá, não se arme em moderno, a oferecer e-books. Saia de casa e vá num safari livresco, de lista em riste. Em três tempos terá sacos cheios de boas pechinchas. Boa caçada!

4.12.12

O mal-estar na Civilização II

Depois deste meu post,  passei por uma grande superfície comercial e fui espreitar os livros. Eis a ficha técnica:


Tanto quanto sei, os departamentos editoriais das editoras não desenham capas...

Os livros, em si, são objectos agradáveis. Pena é cheirarem a esturro.

3.12.12

Downton Abbey à portuguesa



Theresa Castello Branco, no seu óptimo blogue Libri Librorum, anunciou há uns meses que iria tentar publicar uma obra em vários volumes intitulada Uma Época, uma Sociedade, uma Família. O séc.XIX na correspondência de D.Teresa Sousa Botelho, condessa da Ponte e suas filhas 1834-1911. Pela amostra, parece óptima. Espero que alguma editora aceite o desafio. Gossip histórico e ainda por cima nacional? Com umas letras douradas na capa em tons de rosa-velho, nem era preciso juntar-lhe brindes para se vender como pães quentes.

Câmara Escura

A Paula Moura Pinheiro era a Nigella Lawson da cultura portuguesa.  
So long.