20.6.12

π-ssoa

Pessoa é infinito. Dá para tudo e para todos. O de Cavalcanti, além de poeta, é vaidoso, caloteiro, inventor dos matraquilhos (?!) e provavelmente gay
Depois desta entrevista, fiquei curiosa: saberia o brasileiro bonacheirão do que falava? O que é verdade e o que é invenção? Não corri para a livraria porque a ideia de alguém se aventurar, ao longo de 700 páginas, a imitar o estilo de Pessoa (as if) me deixou com fastio logo ali. Aguarde-se pela crítica, nesse caso. E ela chegou. Nas linhas que imaginei, mas muito mais demolidora do que poderia supor, Teresa Rita Lopes arrasa o livro, e o autor (ou co-autor?, cristo!), numa penada.
Eis o texto, que merece leitura integral: Incompreender Pessoa
Hoje, o Ípsilon, suplemento onde saiu a crítica de TRL, anuncia no seu Facebook que Cavalcanti terá espaço para uma carta-resposta na próxima edição em papel. 

São coisas destas que vendem jornais. Intelectual de mão na anca põe tudo a ler. Haja coragem de lavar a roupagem em praça pública, desde que se o faça com graça. Venham as polémicas! De preferência com elevação, mas se for mais pedestre o povo também não reclama. O que é preciso é mexer, debater e ter opinião. Eu sou team TRL, mas estou desejosa que me contradigam.


Cronologia:
5 de Abril - Blogue «Um Fernando Pessoa» faz uma apreciação crítica do livro (a meu ver, equilibrada).
20 de Abril - O autor é entrevistado pelo Sol.
26 de Abril - O livro é apresentado na Casa Fernando Pessoa.
4 de Maio -  Teresa Rita Lopes psicografa uma carta de Álvaro de Campos sobre a biografia.
6 de Maio - É emitida a entrevista ao autor na TVI24.
9 de Maio - O autor responde à carta de TRL.
25 de Maio - TRL publica a sua crítica no Ípsilon.
31 de Maio - Nova carta psicografada por TRL.
16 de Junho - Richard Zenith divulga no suplemento Q informações importantes.
16 de Junho - TRL, no DN, tem novo texto sobre o assunto.
22 de Junho - Sairá carta do autor no Ípsilon. Aguardemos.

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