16.7.10

Ao longe, um cão ladrou

Em literatura, é impossível escapar a imagens recorrentes.
Além da universal brisa na folhagem ou do murmúrio das ondas, há bordões mais subtis. Neste delicioso artigo, vemos como muitos autores adoptaram a expressão somewhere a dog barked para criar um ambiente ou fazer uma pausa. De Joyce a Tolstoi, passando por William Burroughs e Virginia Woolf, pequenos e grandes nomes das letras valeram-se do latido distante como recurso.
O mesmo se poderá dizer da clássica coruja que pia, havendo outra que lhe responde, convocada para a narrativa sempre que a noite é escura e silenciosa.
De agora em diante, estarei ainda mais atenta a estes chavões.

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