12.7.10

Comic Sans patience

Um dos tipos mais disseminados e repudiados de sempre revolta-se e responde à letra: um monólogo imperdível, que inclui pérolas como Need to soften the blow of a harsh message about restroom etiquette? SLAM. There I am.




E o Comic Sans bem precisa de defesa...

Criado em 1994 por Vincent Connare para a Microsoft, foi
um sucesso imediato. Inspirado na caligrafia da banda desenhada, Connare criou-o para evitar usar Times New Roman num balão de diálogo. Porém, o uso indiscriminado de caracteres com esta forma por toda a parte levou a que pessoas sensíveis a pormenores passassem a detestar o Comic Sans.
Hoje, c
onotado com falta de maturidade e de elegância, é símbolo da má utilização de um tipo. O site http://bancomicsans.com/, e o movimento a ele associado, ilustra bem a aversão que se gerou, especialmente por parte de designers.
Mas este não é um assunto debatido apenas por minorias. Na semana passada, um treinador desportivo norte-americano escreveu uma carta aberta usando Comic Sans. As suas declarações eram bombásticas, mas o que reteve a atenção do público foi o tipo de letra escolhido. Os leitores questionaram a seriedade das intenções do autor e troçaram imediatamente da sua opção tipográfica, fazendo disso um dos assunto mais comentados on-line nos Estados Unidos (notícia).
Por outro lado, se um tipo de letra conquista tamanha preferência, será que não tem mesmo alguma coisa de especial?
Connare carrega o fardo da sua sua criação e, sobre o seu Frankenstein, diz-nos: If you love it, you don't know much about typography, if you hate it, you really don't know much about typography, either, and you should get another hobby.

Para o melhor e para o pior, que não se duvide do poder de um tipo de letra.


PS: Se está a pensar escrever a uma editora, não o faça usando Comic Sans. Dificilmente será levado a sério.

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